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Agro: Plano Safra 2026/2027 é lançado com R$ 525 bilhões e juros mais baixos

O governo federal lançou em 30 de junho o Plano Safra 2026/2027, com R$ 525,1 bilhões destinados ao financiamento de médios e grandes produtores rurais, um acréscimo de R$ 9 bilhões em relação ao ciclo anterior. Somando o plano da agricultura familiar, que destinou R$ 97,3 bilhões (sendo R$ 85,2 bilhões para o Pronaf), o pacote consolidado chega a cerca de R$ 610 bilhões. O novo ciclo vigora de 1º de julho de 2026 a 30 de junho de 2027. Do total da agricultura empresarial, R$ 384,9 bilhões vão para custeio e comercialização e R$ 140,2 bilhões para investimentos, um avanço de mais de 38% nessa linha, com foco em modernização, armazenagem, irrigação e renovação de máquinas.

O destaque desta edição são os juros mais baixos. Segundo o Ministério da Fazenda, as taxas caíram em todas as linhas, passando de patamares de 14% para 12% ao ano na maior parte delas. No Pronamp, voltado ao médio produtor, a taxa máxima caiu para 9% ao ano, com R$ 72,6 bilhões reservados. Produtores com Cadastro Ambiental Rural (CAR) regular e práticas sustentáveis podem obter desconto adicional de até 1 ponto percentual no custeio. Outra novidade é que a renegociação das operações de custeio passa a estar vinculada à contratação de Proagro ou seguro rural, e financiamentos subsidiados não poderão ser usados em empreendimentos que prevejam supressão de vegetação nativa.

A notícia interessa além da porteira. Transportadoras de carga, distribuidores de alimentos e fornecedores que atendem o agronegócio tendem a sentir o efeito do crédito mais barato na demanda por serviços. Para quem vai contratar, a recomendação é chegar à janela de negociação com a documentação em dia, incluindo CAR ativo e sem pendências, e comparar o custo efetivo total de cada linha.